ANTROPOLOGIA
DO CONSUMO

O que é, pra que serve, pra quem , como usar

O consumo vai muito além da mera compra de produtos e serviços. É um processo que nos identifica no mundo a partir de escolhas que expressam gostos e estilo de vida. Essas escolhas nos permitem avaliar uns aos outros de acordo, pois através delas enviamos mensagens.

Como o consumo é uma prática de cultura, a Antropologia é a ciência que melhor se encarrega no aprofundamento do porque agimos de determinada forma, ou tomamos certos produtos e serviços como bons, imprescindíveis, ruins etc. A pesquisa qualitativa e a teoria antropológica se unem em um mergulho no universo dos grupos sociais e indivíduos com o intuito de criar entendimentos sobre as muitas formas de consumo em toda a sua essência e nuances.

Por exemplo. Uma pessoa pode valorizar mais a compra de um celular de última geração e diante do seu orçamento cortar a carne da sua lista de supermercado por um tempo. Não se julga o certo e o errado, precisamos entender as reais motivações e simbolismos. A hierarquia de necessidades é cultural, Maslow está ultrapassado.

A Antropologia do Consumo surge como uma linha de pesquisa que nos dá indícios sobre quem somos, como pensamos, como nos comportamos e o que faz sentido em nosso próprio contexto. Consumir é mais que possuir, é se identificar com emoções, sensações e experiências que vivemos através de produtos, serviços, eventos e momentos.

A atuação do antropólogo nas empresas

O antropólogo corporativo é aquele que atua além dos muros das universidades. O antropólogo de formação clássica (graduação, mestrado e doutorado na área) atua dentro da pesquisa com maior destreza e seu background teórico é imprescindível para alinhar estratégias baseadas em conhecimento e conseguir resultados     mais palpáveis.

Inovação traz  tem a ver como percepção e conhecimento,           por isso a interdisciplinaridade é a força motriz no campo dos negócios. O segredo está na complementaridade e entendimento mútuo.

Neste caso, a Antropologia é estratégica porque alinha conhecimento com ação, constrói narrativas que impactam pessoas porque está baseada em expressões reais, tem que ser de verdade, precisa ser genuíno.

FIQUE ATENTO: A escassez de Antropólogos Corporativos atuando no mercado fez com que muitos profissionais de outras áreas se interessassem pelo área. Multiplicam-se os cursos rápidos de etnografia, de antropologia aplicada ou do consumo como se o “fazer antropológico” pudesse ser construído através de um atalho nada confiável.

O futuro está no mergulho de conhecimento, nas conexões de diferentes saberes e expertises. É hora de assumir diferentes olhares para melhor entendimento dos consumidores.